Sobre a doença

Diagnóstico e Tratamento

Informações para orientar o caminho do paciente e apoiar a conversa com a equipe de saúde.

Diagnóstico

O diagnóstico de AEH pode ser difícil. Pelo fato de ser uma condição relativamente desconhecida, frequentemente não é diagnosticada e pode ser confundida com processos alérgicos.

Qual especialidade médica consultar?

Em geral, alergistas/imunologistas e outros especialistas familiarizados com AEH podem conduzir a investigação. É importante discutir a necessidade de exames como complemento C4 e testes do C1-inibidor (C1-INH), de acordo com a avaliação clínica.

Exames laboratoriais

Quando um paciente tem sintomas recorrentes de edema e/ou crises abdominais, exames que avaliam a quantidade e a função do C1-INH no plasma podem apoiar a confirmação do diagnóstico.

CID

CID 10: D84.1

Defeito no sistema complemento

Tratamento

Não existe cura para o AEH, mas é possível tratar os sintomas associados às crises e controlar a doença com medicamentos de médio e longo prazos.

Medicamentos aprovados no Brasil

Não há cura para o AEH, mas existem medicamentos aprovados no Brasil que possibilitam controle da doença e melhor qualidade de vida. A escolha do tratamento depende do tipo de AEH, frequência e gravidade das crises, além de avaliação médica individualizada.

Profilaxia (prevenção das crises)

  • Danazol (Ladogal) — oral
  • Inibidor de C1 (Berinert) — subcutâneo
  • Inibidor de C1 (Cinryze) — endovenoso
  • Lanadelumabe (Takhzyro) — subcutâneo
  • Berotralstat (Orladeyo) — oral

Tratamento das crises

  • Inibidor de C1 (Berinert) — endovenoso
  • Inibidor de C1 (Cinryze) — endovenoso
  • Icatibanto (Firazyr) — subcutâneo

Observação

Os nomes comerciais são apresentados como referência. Alguns desses medicamentos possuem incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) conforme Protocolo Clínico vigente. Outros podem ter cobertura obrigatória na saúde suplementar, conforme regulamentação da ANS. A disponibilidade pode variar de acordo com atualização normativa e indicação médica.

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT)

Portaria SAS/MS nº 880, de 12 de julho de 2016

Aprovou o PCDT de Angioedema associado à deficiência de C1 esterase (C1-INH).

Acessar PCDT no site do Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde — Governo Federal.