Finalmente, aquilo que me assustava tinha um nome
Aline.
Meu nome é Aline, tenho 42 anos, e convivo com o Angioedema Hereditário.
Minhas crises de AEH começaram aos 31 anos, um ano depois do meu casamento. Passei por um período de muito estresse e, a partir dali, as crises começaram.
No início, tudo era tratado como alergia. Mas algo não fazia sentido. As idas ao hospital eram frequentes, os inchaços não melhoravam com antialérgicos, eu sentia fortes dores e muito mal-estar. Fiz tratamentos que não precisava, usei muitos medicamentos desnecessários e cheguei a tomar adrenalina praticamente uma dose atrás da outra.
Eu sofria muito. Tinha medo, não sabia o que estava acontecendo e cada crise trazia ainda mais insegurança.
Até que o médico que me acompanhava saiu do convênio e precisei procurar outro profissional. Foi então que Deus colocou no meu caminho o Dr. Paulo Renato Monteiro. Bastou ele me ver em crise uma única vez para desconfiar que não se tratava de uma alergia. Ele solicitou exames específicos e veio o diagnóstico: Angioedema Hereditário.
"Não porque receber um diagnóstico de uma doença rara seja fácil, mas porque, finalmente, aquilo que me assustava tinha um nome."
A partir daquele momento, minha vida mudou.
Não porque receber um diagnóstico de uma doença rara seja fácil, mas porque, finalmente, aquilo que me assustava tinha um nome. Eu passei a entender o que acontecia comigo, a ter acompanhamento e, principalmente, a saber que não estava sozinha.
Até o momento, sou a única pessoa da minha família com AEH, e espero em Deus que continue assim.
O Angioedema me ensinou a viver um dia de cada vez. Ensinou-me também a buscar a Deus diariamente e a confiar, mesmo nos momentos difíceis.
Hoje, sigo enfrentando as crises com mais conhecimento, fé e esperança. Deus e muitas pessoas especiais têm sido fundamentais nessa caminhada.
Minha história não é apenas sobre uma doença. É sobre aprender a viver, confiar e acreditar que, mesmo nos dias difíceis, tudo pode dar certo. 🤍
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