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Um diagnóstico que mudou toda uma família

Anna Luiza Rocha Bianchi, 27 anos · Belo Horizonte/MG · 2 min de leitura
Anna Luiza Rocha Bianchi

Anna Luiza Rocha Bianchi.

Meu nome é Anna, tenho 26 anos e, embora o Angioedema Hereditário estivesse silenciosamente presente na minha família há gerações, foi por meio do meu diagnóstico que finalmente pudemos dar nome ao que nossa família vivia.

Aos 17 anos, enquanto o mundo ao meu redor girava em torno dos vestibulares e das expectativas para o futuro, meu corpo começou a dar sinais que eu ainda não sabia interpretar. O estresse daquela fase foi o estopim. Assim que a tensão das provas passou, veio o colapso: uma crise grave que me deixou internada por mais de um mês.

Foram dias de incertezas, cercada por médicos de diversas especialidades e submetida a inúmeros exames. Até que, finalmente, as peças daquele quebra-cabeça começaram a se encaixar. As dores inexplicáveis da minha mãe e os inchaços recorrentes da minha avó, que por tantos anos permaneceram sem resposta, finalmente ganharam um nome: Angioedema Hereditário.

"Receber um diagnóstico não significa caminhar sozinho."

Pouco tempo depois, conhecemos a ABRANGHE. Foi ali que compreendi que receber um diagnóstico não significa caminhar sozinho. Encontrar acolhimento, informação e apoio emocional me deu forças para enfrentar tudo o que ainda estava por vir.

Minhas crises sempre foram frequentes: mãos e pés inchados, dores abdominais intensas e momentos de muito medo, especialmente durante os episódios de edema de glote. Com o tempo, porém, aprendi a conhecer meu próprio corpo e a reconhecer os sinais que antecedem uma crise.

Hoje, sei que minha maior força é o autoconhecimento. Conheço meus gatilhos e sei exatamente como agir quando uma crise começa. Mas, acima de tudo, carrego comigo a certeza mais importante de todas: eu não estou sozinha.

Minha história mostra que um diagnóstico pode mudar não apenas uma vida, mas toda uma família. E reforça a importância da informação, do diagnóstico precoce e do apoio de quem caminha ao nosso lado.

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