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Passei décadas procurando respostas. O diagnóstico correto transformou minha vida.

CELIA VANTIN, 66 anos · São Caetano do Sul SP · 2 min de leitura
CELIA VANTIN

CELIA VANTIN.

Meu nome é Célia Gonçalves Vantin, sou de São Paulo, tenho 66 anos e fui diagnosticada com Angioedema Hereditário aos 50 anos.

Minha história com a doença começou ainda na adolescência, principalmente durante o período menstrual. Eu sofria com fortes dores abdominais, acompanhadas de vômitos e diarreia. Muitas vezes, as crises eram tão intensas que eu precisava procurar atendimento médico. Apesar disso, durante décadas recebi sempre o mesmo diagnóstico: colite. A verdadeira causa dos meus sintomas permanecia desconhecida.

Durante minha primeira gravidez, fui internada aos seis meses de gestação devido a uma forte crise de dor abdominal. Ao longo dos anos, passei por diversas internações e procedimentos cirúrgicos, incluindo a retirada do útero. Mesmo assim, os sintomas continuaram e eu seguia sem respostas.

Em 2010, minha irmã Cilmara e eu fomos atendidas pela Dra. Márcia Malozzi. Naquele momento, algo mudou. Após ouvir atentamente nosso histórico clínico, ela solicitou exames específicos para investigar a possibilidade de Angioedema Hereditário. Foi assim que, finalmente, recebemos o diagnóstico que trouxe explicação para tantos anos de sofrimento e incertezas.

"Na Abranghe, encontrei acolhimento e apoio para transformar conhecimento em qualidade de vida"

A partir dessa descoberta, por intermédio da minha irmã, conhecemos a Abrange. Encontramos acolhimento, orientação e a oportunidade de compartilhar experiências com outras pessoas que viviam desafios semelhantes aos nossos. Com o acompanhamento médico adequado e a realização de exames em familiares, descobrimos que outros membros da nossa família também eram portadores da doença.

Receber o diagnóstico correto representou um divisor de águas na minha vida. Pela primeira vez, compreendi a origem dos episódios de edema, tanto internos quanto externos, que haviam marcado minha trajetória. Mais do que respostas, o diagnóstico trouxe acesso ao tratamento adequado, controle das crises e uma significativa melhora na minha qualidade de vida.

Hoje, convivo com uma doença rara, mas levo uma vida tranquila e plena. Olhando para trás, percebo como o diagnóstico precoce poderia ter evitado anos de sofrimento e insegurança. Por isso, compartilho minha história: para que mais pessoas conheçam o Angioedema Hereditário, busquem informação e tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento corretos.

A informação salva vidas. O diagnóstico transforma vidas.

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