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"Foi como receber uma nova oportunidade de vida"

Lúcia, 61 anos · Ribeirão Preto / SP · 2 min de leitura
Lúcia

Lúcia.

Recebi meu diagnóstico de Angioedema Hereditário há 10 anos. Posso dizer que ter sido diagnosticada foi a minha salvação. Foi como receber uma nova oportunidade de vida. Quero muito que esse relato chegue ao maior número de pessoas, pois pode salvar vidas.

Desde criança tive desconfortos abdominais, porém tudo dentro do aceitável. Fui mãe aos 21 e aos 26 anos, e também correu tudo normalmente.

Nunca consegui usar anticoncepcionais orais; por isso, optei pelo DIU. A vida seguia tranquila até que, aos 48 anos, meu médico optou pela reposição hormonal, pois eu estava entrando na menopausa. Esse foi o pior momento da minha vida.

Comecei a ter crises de dores abdominais e vômitos intensos, que me levavam a internações a cada 15 dias. Os médicos que me acompanharam nesse período eram despreparados e totalmente fechados a novas opiniões.

Isso fez com que eu passasse por vários procedimentos invasivos, como cirurgia de apêndice, diversas videolaparoscopias e, ao todo, 14 internações em um ano.

"Ter sido diagnosticada foi a minha salvação."

Até que, em uma dessas internações, tive um edema de face intenso, e uma médica residente sugeriu o diagnóstico de AEH. Ela me orientou a procurar a Dra. Karla Arruda, médica do HC. Sempre muito solícita, ela recebeu meu e-mail no aeroporto de Londres e me orientou a procurar a Dra. Thaís Nocitte para a confirmação do diagnóstico.

Esse foi o dia do meu renascimento.

Fui encaminhada ao HC, inserida em um grupo de pesquisa e consegui meu diagnóstico. A partir dele, também conseguimos que 50 pessoas da minha família realizassem exames de DNA. Constatamos que 19 são portadoras de Angioedema Hereditário Tipo 1. E o melhor de tudo é que ganhamos qualidade de vida. Hoje levamos uma vida normal, com acompanhamento e suporte sempre que precisamos.

Só tenho a agradecer aos médicos e à Abranghe, que incansavelmente luta por todos nós todos os dias.

Ser portador de uma doença rara é desafiador. No começo, pensamos que é o nosso fim. Mas, ao conhecer a Abranghe, percebi que não estou sozinha, que eles estão sempre por perto para ajudar no que for preciso e que, juntos, somos mais fortes.

Meu sincero agradecimento.

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