"Viver intensamente nos períodos em que estou bem"
Nelson.
Me chamo Nelson, tenho 60 anos, sou casado com Jaqueline e pai da Fernanda. Minhas primeiras crises de angioedema hereditário surgiram ainda aos 2 anos de idade, mas o diagnóstico correto só veio cerca de 40 anos depois.
Relatar cada luta e dificuldade seria repetir uma história conhecida por muitos que convivem com essa condição. O que posso compartilhar, porém, é a forma como aprendi a atravessar esses desafios.
"O maior aprendizado foi cuidar de mim: buscar atividades que me façam bem, praticar atividade física, encontrar na música o meu "ópio" e na fé o combustível para os dias difíceis."
Nos períodos em que eu estava bem, escolhia viver intensamente, como se apagasse da memória o pós-crise e seguisse adiante.
A fé, a família e os amigos foram pilares fundamentais nessa jornada, assim como a música, que sempre esteve presente como refúgio e expressão da alma. Diante de tudo o que vivi, o maior aprendizado foi cuidar de mim: buscar atividades que me façam bem, praticar atividade física, encontrar na música o meu "ópio" e na fé o combustível para os dias difíceis.
E, claro, fazer terapia, seguir os protocolos médicos, informar-se e não caminhar sozinho. Fazer parte da ABRANGHE, tirar dúvidas, portar a carteira do paciente, acompanhar as redes sociais e participar das campanhas são atitudes que fortalecem não apenas a própria caminhada, mas a de todos nós. Porque a sua luta e a sua dor também são nossas.
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