SUZI.
Meu nome é Suzi Vaz Soares, tenho 55 anos e convivo com o Angioedema Hereditário (AEH).
Tive crises desde muito pequena, mas, durante muitos anos, recebi diagnósticos equivocados. As suspeitas iam desde problemas psicológicos até apendicite. Sem o diagnóstico correto, passei por situações difíceis e por muito sofrimento.
Até os 23 anos, minhas crises eram exclusivamente abdominais. Aos 13 anos, durante uma dessas crises, fui submetida a uma cirurgia de apendicite. Em outras duas ocasiões, também quiseram me operar, mas, por já ser maior de idade, não autorizei os procedimentos.
Aos 23 anos, tive minha primeira crise no rosto. Pensei que fosse uma alergia, mas, depois daquele episódio, outras crises começaram a surgir, atingindo também as mãos, os pés, os dedos, os joelhos e outras partes do corpo.
Procurei diversos médicos, mas muitas vezes ouvi que os inchaços eram apenas retenção de líquidos, sem que fossem solicitados exames para investigar a causa. Eu nunca chegava ao consultório com o rosto deformado, pois esperava a crise passar. Isso dificultava ainda mais a compreensão do que estava acontecendo.
"Diagnóstico pode transformar uma vida."
Aos 30 anos, finalmente encontrei a Dra. Regina W. Di Gesu, que foi responsável por identificar e confirmar o diagnóstico de Angioedema Hereditário.
Depois do diagnóstico, minha vida começou a mudar. Com o acompanhamento adequado, as crises passaram a ser controladas. Também descobrimos que meu irmão, minha sobrinha e minha filha têm Angioedema Hereditário.
Atualmente, faço acompanhamento no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (PoA/RS).
Para quem convive com os sintomas e ainda não tem um diagnóstico, a jornada não é fácil. Durante muito tempo, eu não sabia que as dores abdominais e os inchaços pelo corpo faziam parte da mesma doença. Procurei muitos médicos clínicos e gastroenterologistas, até que comecei a buscar especialistas em alergia e encontrei a Dra. Regina.
Hoje, sei o quanto o diagnóstico correto é importante. Minha história reforça a necessidade de informação, investigação adequada e acesso a profissionais preparados para reconhecer o Angioedema Hereditário.
Não desistam de buscar respostas. O diagnóstico pode transformar uma vida.
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